Unwritten

Escrever, escrever e escrever....
Deixar as palavras formarem frases, parágrafos e textos... Contar notícias, tragédias, cartas de amor, cartas de saudades, de alegria, mensagens de reflexão.Buscar em coisas escritas aquilo que não se encontra ao escutar.Achar no meio de um livro antigo uma rosa seca e, ao ver, recordar o passado.
Desligar-se do mundo ao ler um livro, entrar na história e ser o narrador observador.E por alguns instantes esquecer de tudo.

Eu escrevo por hábito, por gosto, porque quando escrevo esqueço do mundo ao meu redor, as palavras chegam na minha mente e eu simplesmente as escrevo.Podem não ter significado pra você, mas para mim, sempre tem.

Nossas vidas são como livros, a cada dia uma nova página é escrita.

17 março, 2008

Mar Adentro

Imagem do filme Mar Adentro com Javier Bardem (Rámon Sampedro) e Belén Rueda (Julia)

Hoje assisti o filme"Mar Adentro" na faculdade na aula de bases das ciências humanas e psico-sociais e, como tenho que fazer uma reflexão sobre o tema, achei melhor expôr para quem quiser ler e dar sua opinião, uma vez que o tema é um tanto quanto polêmico.

Questões abordadas pelo filme:

- Medo da morte

- O que é liberdade?

- O que dignidade para um tetraplégico?

- Qual é o sentido da vida?

- Uma vida que lhe tira a liberdade não é vida assim como uma liberdade que lhe tira a vida não é liberdade.

- Qual é o poder que uma pessoa pode execer sobre a vida de outra?

E o tema chave: Viver é direito e não uma obrigação!

Pela hora da morte
Aurora Bau lutou pela eutanásia de Ramón Sampedro, o tetraplégico do filme Mar Adentro. Para ela, todos nós temos o direito de escolher quando a vida acaba


Durante três anos, o marinheiro espanhol Ramón Sampedro lutou nos tribunais pelo direito de morrer. Quando jovem, ele mergulhou no mar e bateu a cabeça. A queda o deixou paralisado sobre a cama, podendo mover apenas os músculos do rosto. Após 26 anos prostrado, Ramón concluiu que era melhor morrer. Mas, como tetraplégico, não conseguia se matar. É aí que entra Aurora Bau, espanhola de 67 anos que dirige a Associação Direito a Morrer Dignamente (ADMD), uma das mais ativas ONGs mundiais pela legalização da eutanásia.

A história de Ramón ganhou fama com Mar Adentro, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro neste ano. Aurora foi consultora do roteiro e serviu de inspiração para uma das personagens, a ativista Gené. Em 1995, ela ofereceu amparo jurídico ao pedido de eutanásia do marinheiro. Com a recusa dos tribunais, passou a lhe prestar assistência psicológica enquanto ele planejava o intrincado esquema de sua morte: 14 amigos realizaram pequenos atos que não eram considerados crimes, mas levaram Ramón à morte (Aurora diz não ter participado da operação). Também se incumbiu de divulgar sua causa: a vida é um direito, e não um dever. Para ela, a eutanásia é uma questão de livre arbítrio igual a doar órgãos, ter filhos ou dirigir um carro. Na Espanha, a ativista foi uma das principais líderes do movimento que conseguiu a legalização da eutanásia passiva, que permite ao doente optar por não continuar o tratamento sem que o médico seja judicialmente acusado de negligência.

Por Érica Montenegro (http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_63707.shtml)

Eutanásia: Definição

Vem do grego que significa algo como "boa morte". A idéia básica é que por meio da ação ou omissão no tratamento de uma pessoa doente ou incapacitada permita-se que ela chegue à morte de uma forma considerada digna, tendo-se em perspectiva a redução de seu sofrimento em vida, como pregou o filósofo Francis Bacon em sua obra, ao cunhar o termo eutanásia no século XVII.

Pra ler mais sobre o assunto: http://www.universia.com.br/html/materia/materia_ggef.html

Reflexão:

O filme relata o drama de uma pessoa tetraplégica que aprendeu a chorar rindo, que ao passar mais de 26 anos praticamente inerte abre um processo na justiça para conseguir um aval para que morrer com dignidade, já que não pode cometer suicídio e precisa da ajuda de alguém para morrer, o que seria considerado crime.

Ele morreu ao 28 anos, 4 meses e alguns dias ao tomar 200 mg de Cianureto de Potássio e deixando bem claro para as pessoas que estava em perfeita faculdade mental e que não agia por medo de morrer e, essa era a melhor forma para se ver livre, uma vez que ele via a cadeira de rodas como sendo migalhas de liberdade e, vida sem liberdade não era vida. Denfendia que viver é um direito e não uma obrigação, como no caso dele em que os familiares mantinha-o vivo por achar que ele não deveria morrer.

Para ajudar alguém a morrer tem que ter coragem e enfrentar muitos obstáculos morais, mas se a pessoa, nessas condições, realmente quer morrer não seria justo acatar sua decisão? Não deixa de ser um direito do ser humano escolher a hora a morte, a questão é como e quando. A morte faz parte do ciclo de vida de qualquer ser vivo e, idependente de cor, credo e classe social. O que nós, seres humanos, podemos interferir nesse ciclo é no tempo, prolongando a vida de algum paciente terminal com o tratamento adequado e minimizando a dor...

É um tema bem complexo que gera muitas perguntas sem respostas, mas que serve de reflexão para as pessoas. Não vou me estender mais ao tema senão acabo falando de religião e não quero. Pois o meu ponto de vista é um, mas cada um tem o seu e devemos respeitar.

4 comentários:

Alexandra. disse...

oi, conheci o seu blog através do blog da teca, eu achei muito interessante a história desse filme pois não conhecia um filme com esses fatos reais.
Eu sou contra a eutanásia, pois Deus não deu a ninguém o poder da vida ou da morte isso só pertence a Ele, e só acontece quando ele permite.
Eu acredito que tudo que acontece nessa vida , não acontece em vão Deus tem um próposito em tudo.
Nós temos o livre arbítrio sim pois Deus não quer que ninguém faça nada para ele por força, ou violença, obrigado, etc...
mais tbém sabemos que Deus não tem o culpado por inocente.
e pela bíblia eu sei que suícidio é crime.
Vamos olhar em nossa volta ???
tem sempre alguém pior do que a gente por aí, e elas não deixam a esperança de um dia melhor morrer.
Vamos pensar sempre positivo, e quem tem jesus na vida tem tudo.
Jesus te ama, e ele ama vc que esta lendo isto.
desculpa se me impoguei, não sei por que senti vontade de escrever isso, mais Deus sabe de todas as coisas.

Nathy Schervinski disse...

Oie Alexandra, obrigada por expôr sua opnião.
Só acho que vc caiu em contradição ao dizer que nós não temos o poder de dar vida e de morrer, mas temos o livre arbítrio pra fazer nossas próprias escolhas. E não concordo que se pessoa cometer suicídio seja em prol de Deus, ou fazer qualquer coisa seja pq Deus quer.
Já que vc entro nesse assunto de religião, vou expôr meu ponto de vista então para que vc possa me compreender melhor.
Nem tudo que acontece na vida tem uma razão, mas toda razão tem seu motivo, seja ele compreensível ou não.
Deus nos fez seres inteligentes e com capacidade de evoluir, a partir disso, escolhemos vir à Terra para resgatar dívidas passadas (entenda como concertar os erros que cometemos em outras vidas) e evoluir, escolhemos sim, quando, aonde e qual será nossa trajetória de vida antes de mesmo de nascer. Então não é certo culpar/julgar "atos divinos". Acredito que ter fé e seguir uma religião é essencial pra qualquer ser humano, mas não podemos comparar as diferenças entre elas. Cada um segue aquilo que acredita e que vai de acordo com seus princípios. Se desde de pequeno vc aprende que matar é bom e que vc morrer com um homem bomba vai para o paraíso depois, nada vai impedir vc de ir a favor do seus princípios. A questão é que ação gera uma reação. É a lei da causa e efeito. Quem comete suicídio "paga", ou melhor vai para o limbo, uns dos piores lugares que existe, onde seu espírito aprende a pensar no que fez e se redimidir numa proxima reencarnação. Seguindo a idéia de evolução, os espíritos nunca regridem, mas podem ficar estacionados por mto tempo até que cumpram a sua missão.
Sinceramente não acho que Deus tira a vida de todo o mundo, o homem pode interferir sim, qdo mata alguém. Daí, os dois irão sofrer as consequências.
Esse é o meu ver, baseado na Doutrina Espírita, a qual sigo.
Mais uma vez volto a dizer que respeito sua opinião e sua crença. Mas tbm tenho o direito de falar o que penso.

Loh_rayne disse...

Ja assisti esse filme;
na aula de espanhol;
achei cansativo e chato;
mais a historia central
o debate foi a melhor parte;
pois ele entra em discuções em varias coisas;

não sou contra nem a favor;
mais acho que so estando na pele;
pra saber o que quer;
acho que todos temos o direito
de decidir o que queremos/
e se o que ele queria era a morte;
era pq ele achava que era o melhor pra ele;

como ja disse não sou contra; e nem a favor
A unica coisa que eu so a favor;
é que pessoas façam o que acham melhor pra elas mesmos;
pois casa um sabe o que vive; e o quer viver

:*

[Red Skin] disse...

olhaa vc voltou q bomm

e já voltou pegando fogo! credo! uahuahuahu to brincando

ótimo tema! complexo realmente! acho que quando se trata de uma escolha pessoal, ng deveria interferir. se é uma pessoa q não pode fazer nada pq está presa numa cadeira de rodas ou numa cama, acho q ela tem o direito de se livrar dessa condição, pq mtos acham humilhante ser TÃO dependente de outro e sem poder de ir onde quer e quando quer. como disse, é uma escolha pessoal pois cada um reage à doença de uma maneira. algumas pessoas que descobrem o câncer, acham q devem se entregar pq não tem cura, outras preferem enfrentar até o fim. se a pessoa que ter o direito de morrer, primeiro, ela precisa de um acompanhamento psicológico, pois, sua vontade de morrer, poder ser, na verdade, sintoma de uma depressão, causada pela doença, seja lá qual for.