Unwritten

Escrever, escrever e escrever....
Deixar as palavras formarem frases, parágrafos e textos... Contar notícias, tragédias, cartas de amor, cartas de saudades, de alegria, mensagens de reflexão.Buscar em coisas escritas aquilo que não se encontra ao escutar.Achar no meio de um livro antigo uma rosa seca e, ao ver, recordar o passado.
Desligar-se do mundo ao ler um livro, entrar na história e ser o narrador observador.E por alguns instantes esquecer de tudo.

Eu escrevo por hábito, por gosto, porque quando escrevo esqueço do mundo ao meu redor, as palavras chegam na minha mente e eu simplesmente as escrevo.Podem não ter significado pra você, mas para mim, sempre tem.

Nossas vidas são como livros, a cada dia uma nova página é escrita.

05 abril, 2008

Capítulo de hoje: Sarah e os pingos de chuva

Os pingos forte da chuva escoriam pela janela da sala, o som do silêncio ecoava pelos cômodos da casa e no quarto via-se a sombra inquieta de alguém que estava esperando uma resposta, um sinal ou qualquer indício que lhe apontasse uma direção. De repente, ou por coincidência, os pingos da chuva foram abafados pelas batidas desesperadas na porta da casa.

A sombra era de Sarah, que correu assustada para ver quem estava em sua porta. Ao abrí-la, seu corpo estremeu com o choque de olhares à espera de uma reação que foi o marco decisivo para o desenrolar dessa história....

- Me dê uma chance de explicar o que aconteceu. (Disse Marcus ofegante.)
- Você... Eu não devia... Entra. Está todo enxarcado. (Falou Sarah)

Ao fechar a porta, Sarah não sabia qual atitude tomar, se queria realmente escutar mais uma desculpa esfarrapada de Marcus e, involuntariamente, perdoá-lo ou se simplesmente renegaria seus sentimentos e falava tudo que lhe estava incomodando. Marcus olhava para Sarah e tentava controlar o suor frio de suas mãos e sua inquietude. A situação foi interrompida por um trovão que fez Sarah pular do sofá -Marcus viu ali uma brecha:

- Você continua com medo de chuva né?
- Sim, algumas coisas nunca mudam... (Disse Sarah apreensiva)
- Sarah... eu achei que isso fosse te magoar tanto. Eu... foi uma atitude impensada e quando vi não tinha mais volta. Sarah, pelo amor de Deus! Me perdoa, tente entender meus motivos. Não te peço mais nada, mas não consiguirei viver sabendo que você está alimentando esse sentimento ruim. (Marcus dizia desesperadamente)

Sarah suspirou. Na sua mente repetia-se a cena em que ela via Marcus aos beijos com outra.

- Como você pôde? Como é capaz de dizer que não consiguirá viver sem mim se está vivo até agora? Porque esperou tanto tempo? Porque quando eu confiei em você e te dei liberdade você me traiu com a primeira mulher que apareceu na sua frente? (Falava Sarah inconformadamente)

- Eu sei que fui canalha e que não tem justificativa pro que fiz, mas eu obtive uma resposta com isso tudo. Tenho certeza que a única mulher que amei e amo é você. Só com você eu sou eu, quando estou do seu lado meu mundo se ilumina e esqueço dos problemas. Somos só nós e mais ninguém, você não vai negar a química que rola quando estamos juntos e nem os nossos momentos inesquecíveis... (dizia Marcus na esperança de amolecer o coração de Sarah, mas conhecia seu jeito e tinha medo de escutar a resposta)

- Claro que não nego nossos momentos, você sabe mais do que ninguém o quanto foi especial pra mim mas.... eu não sei o que falar. O que você espera que eu te diga? Que está tudo bem e que vamos começar de novo, sendo que nem tinhámos nada pra terminar?
.....

- Não! Não Marcus, as coisas não são bem assim. Você não tinha o direito de passar por cima dos meus sentimentos. (Sarah não conteve seu choro)

Marcus não aguentou e foi, receosamente, em direção à Sarah para abraçá-la. Ela se permitiu novamente sentir aquele abraço forte e gostoso que lhe dava a sensação de segurança e, na sensibilidade do momento, sentindo o coração de Marcus pulsar cada vez mais rápido e o leve deslizar de seu rosto a procura de sua boca, Sarah rendeu-se aos seus instintos.

-Nã...
- Shhhh!

Os pingos da chuva foram abafados pela respiração dos dois que se amavam loucamente como se fosse a primeira vez.

1 comentários:

Anônimo disse...

Histórias de Sarah!!!
Adoro!!
É incrivel como esses "fatos" parecem palpáveis quando lidos aqui...

lindo como sempre!

Bjs