Unwritten

Escrever, escrever e escrever....
Deixar as palavras formarem frases, parágrafos e textos... Contar notícias, tragédias, cartas de amor, cartas de saudades, de alegria, mensagens de reflexão.Buscar em coisas escritas aquilo que não se encontra ao escutar.Achar no meio de um livro antigo uma rosa seca e, ao ver, recordar o passado.
Desligar-se do mundo ao ler um livro, entrar na história e ser o narrador observador.E por alguns instantes esquecer de tudo.

Eu escrevo por hábito, por gosto, porque quando escrevo esqueço do mundo ao meu redor, as palavras chegam na minha mente e eu simplesmente as escrevo.Podem não ter significado pra você, mas para mim, sempre tem.

Nossas vidas são como livros, a cada dia uma nova página é escrita.

29 janeiro, 2008

Na calada da noite

Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-de em minha mão,numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem.
A noite era quente e calma e eu estava em minha cama quando, sorrateiramente, te aproximaste.
Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor.
Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.. Até nos mais íntimos lugares.
Eu adormeci.
Hoje, quando acordei,procurei-te numa ânsia ardente,mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite. Esta noite recolho-me mais cedo para, na mesma cama, te esperar.
Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força.
Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos.
Não haverá parte do teu corpo em que meus dedos não passarão.
Só descansarei quando vir sair,o sangue quente do teu corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti,
Pernilongo Filho duma Puta!!!

(Carlos Drumond de Andrade )

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