Unwritten

Escrever, escrever e escrever....
Deixar as palavras formarem frases, parágrafos e textos... Contar notícias, tragédias, cartas de amor, cartas de saudades, de alegria, mensagens de reflexão.Buscar em coisas escritas aquilo que não se encontra ao escutar.Achar no meio de um livro antigo uma rosa seca e, ao ver, recordar o passado.
Desligar-se do mundo ao ler um livro, entrar na história e ser o narrador observador.E por alguns instantes esquecer de tudo.

Eu escrevo por hábito, por gosto, porque quando escrevo esqueço do mundo ao meu redor, as palavras chegam na minha mente e eu simplesmente as escrevo.Podem não ter significado pra você, mas para mim, sempre tem.

Nossas vidas são como livros, a cada dia uma nova página é escrita.

17 junho, 2008

Palavras de um "eu" egoísta

Não sei como devo começar, mas tenho que dar o primeiro passo, escrever a 1ª frase e nesse embalo escrever o post. Mas não consigo mais me desabafar ao escrever, meus pensamentos se tornam confusos e complexos e, nessa incerteza e angústia, eu simplesmente me fecho em minha casca de noz. Sei que isso me atormenta e aos poucos consome o meu emocional.

Ultimamente não me reconheço mais, transpareço ser forte e dar apoio a quem precisa e me doar de corpo e alma para que tudo no final ocorra bem, mesmo estando me sentindo um lixo, uma criatura que está aflita e confusa, mas que ao mesmo tempo tem certeza do que está fazendo e sabe lá no seu íntimo que vai conseguir passar por isso quantas vezes forem necessárias, buscando forças onde não tem.

Hoje é um dia em que meu eu está gritando por socorro, implorando uma palavra amiga ou apenas um abraço. Tentar fugir dos problemas não é a solução e nem ficar inventando soluções paliativas para amenizar a situação e querer que com o tempo sua consciência se convença disso.

Deixar que as lágrimas escorram pelo rosto alivia essa dor emocional, mas também me faz voltar a realidade e ver como existe injustiça nesse mundo e me rebelar por alguns momentos no qual me acho no direito de julgar e de corrigir os erros do mundo. Mas ainda ouço aquela famosa voz no meu ouvido de vez em quando e vejo que não sou capaz sozinha, mas que eu posso ajudar com o meu jeitinho sim, só que para isso eu preciso de apoio.

Não tenho vergonha de escrever o que estou sentindo, mas nesse momento nem eu eu sei ao certo que está se passando na minha cabeça e nem qual será o próximo passo.

Desculpa para aqueles que esperavam ler um bom texto ou uma alguma coisa interessante, mas não tenho condições de pensar em mais nada nesse momento que não seja em mim mesmo e, hoje, posso dizer que sou egoísta.

1 comentários:

Paula disse...

"A alegria da minha existência, talvez a sua singularidade, é devido ao seu castigo.(...) Assim é como se me apresenta agora aquele longo período de enfermidade: por assim dizer, eu descobri novamente a vida, e a mim mesmo, inclusive. Saboreei todas as coisas boas, e até mesmo as coisas pequenas, como não facilmente outros puderam saborear; converti minha vontade de saúde, de vida, em minha filosofia. Pois preste atenção a isto: os anos de minha menor vitalidade foram os anos em que deixei de ser pessimista: o instinto de auto-reestabelecimento proibiu-me uma filosofia da pobreza e da desilusão."

Friedrich Nietzsche, em Ecce homo.