Unwritten

Escrever, escrever e escrever....
Deixar as palavras formarem frases, parágrafos e textos... Contar notícias, tragédias, cartas de amor, cartas de saudades, de alegria, mensagens de reflexão.Buscar em coisas escritas aquilo que não se encontra ao escutar.Achar no meio de um livro antigo uma rosa seca e, ao ver, recordar o passado.
Desligar-se do mundo ao ler um livro, entrar na história e ser o narrador observador.E por alguns instantes esquecer de tudo.

Eu escrevo por hábito, por gosto, porque quando escrevo esqueço do mundo ao meu redor, as palavras chegam na minha mente e eu simplesmente as escrevo.Podem não ter significado pra você, mas para mim, sempre tem.

Nossas vidas são como livros, a cada dia uma nova página é escrita.

18 setembro, 2006

A história de uma vida incerta

A história de uma vida incerta

A vida de Nanda não era como de todas as garotas de sua idade. Já tinha conquistado a maioridade, mas não se sentia dona de seu nariz, ao contrário era prisioneira do destino. Destino esse bem traiçoeiro e cruel... Porém, depois da tempestade vem o sol....
Nanda era boa aluna no colégio, tinha muitos colegas, alguns amigos e dois melhores amigos: A Carol e o João. Por peça do destino, no fim do 3º ano Nanda e Carol não eram mais amigas, qual o motivo? Perda de confiança e orgulho besta. É, às vezes o culpado é a pessoa menos esperada. Sem brigas, sem alarde e a cargo do destino seus rumos.
Ela se sentiu perdida por alguns tempos, mas ainda tinha todo o companheirismo do João e ganhou uma nova melhor amiga, a Taty. Apesar de diferentes eram iguais em muitas coisas. O tempo passou e chegou o dia em que ela nunca mais ia por o uniforme e ver a turma. Cada um seguiu seu caminho: cursinho, faculdade e trabalho. Mas Nanda não se encaixou nesse caminho, seu pai ficou desempregado e seu irmão doente. Passaram necessidades, mas graças a Deus nunca fome. Cortaram gastos e Nanda conseguiu um emprego temporário no shopping. Ficou feliz por ajudar seus pais, trabalhou feito louca, mais de 12 horas, não tiveram ceia de natal e nem festa de ano novo, mas ela conseguiu um bom dinheiro e coisas foram se acalmando.
Passou mais um tempo e ela se viu de novo perdida. Totalmente sem rumo: não passou na faculdade, não tinha dinheiro pro cursinho e pouca experiência para trabalhar. Mas como dizem: ?um bom filho a casa retorna?, ela conseguiu um trabalho no colégio. Um acordo, experiência em troca do abatimento das mensalidades vencidas, melhor que ficar em casa de braços cruzados. O colégio foi pra ela uma segunda casa e com certeza alguns professores foram mais que simples professores, ensinaram a arte da vida, deram conselhos e a ampararam quando ela precisou. E isso não tem preço, sempre estarão guardados na memória e no coração. Porém a angustia continuou a lhe perturbar, muitos problemas pra uma pessoa só, o dinheiro não compra felicidade, mas é essencial para vida nesse mundo capitalista.
Ouvia seus amigos falar da faculdade e outros se matando de estudar pra passar no vestibular enquanto ela nem sabia o que realmente queria ser...
Não saía, não se divertia, só chorava baixinho no travesseiro todas as noites. Faltava-lhe um ombro amigo. Mas era passageiro, uma crise, por assim dizer. Com o tempo ela viu que tudo se resolve. Seu pai voltou a trabalhar e seu irmão estava curado, mais alívio em casa.
A rotina lhe cansava até que num belo dia reapareceu no seu caminho o Miguel, seu ?amigo-estepe? do colégio. Só que agora era diferente, ele estava cursando a faculdade e trabalhando. Estava mais responsável talvez, não era aquele garoto zueira da classe. Nanda deixou acontecer e quando viu já estava apaixonada por ele. Estavam em sintonia, apesar dela sempre estar receosa com ele, talvez por medo de se machucar, a incerteza que a domina é maior que seu sentimento. É uma luta diária, mais a cada dia ela aprende coisas novas e experimenta novas sensações provocadas pela paixão.
Às vezes fica até com medo, passa mil coisas na cabeça, mas depois passa, não se arrepende pois ela sabe que essa é melhor fase da sua vida e como dizia um grande poeta: ?tudo vale a pena se a alma não é pequena? !

O FUTURO NÃO IMPORTA, DESDE QUE VIVA INTENSAMENTE O PRESENTE.

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