Imagem do filme Mar Adentro com Javier Bardem (Rámon Sampedro) e Belén Rueda (Julia)
Hoje assisti o filme"Mar Adentro" na faculdade na aula de bases das ciências humanas e psico-sociais e, como tenho que fazer uma reflexão sobre o tema, achei melhor expôr para quem quiser ler e dar sua opinião, uma vez que o tema é um tanto quanto polêmico.
Questões abordadas pelo filme:
- Medo da morte
- O que é liberdade?
- O que dignidade para um tetraplégico?
- Qual é o sentido da vida?
- Uma vida que lhe tira a liberdade não é vida assim como uma liberdade que lhe tira a vida não é liberdade.
- Qual é o poder que uma pessoa pode execer sobre a vida de outra?
E o tema chave: Viver é direito e não uma obrigação!
Pela hora da morte
Aurora Bau lutou pela eutanásia de Ramón Sampedro, o tetraplégico do filme Mar Adentro. Para ela, todos nós temos o direito de escolher quando a vida acaba
Durante três anos, o marinheiro espanhol Ramón Sampedro lutou nos tribunais pelo direito de morrer. Quando jovem, ele mergulhou no mar e bateu a cabeça. A queda o deixou paralisado sobre a cama, podendo mover apenas os músculos do rosto. Após 26 anos prostrado, Ramón concluiu que era melhor morrer. Mas, como tetraplégico, não conseguia se matar. É aí que entra Aurora Bau, espanhola de 67 anos que dirige a Associação Direito a Morrer Dignamente (ADMD), uma das mais ativas ONGs mundiais pela legalização da eutanásia.
A história de Ramón ganhou fama com Mar Adentro, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro neste ano. Aurora foi consultora do roteiro e serviu de inspiração para uma das personagens, a ativista Gené. Em 1995, ela ofereceu amparo jurídico ao pedido de eutanásia do marinheiro. Com a recusa dos tribunais, passou a lhe prestar assistência psicológica enquanto ele planejava o intrincado esquema de sua morte: 14 amigos realizaram pequenos atos que não eram considerados crimes, mas levaram Ramón à morte (Aurora diz não ter participado da operação). Também se incumbiu de divulgar sua causa: a vida é um direito, e não um dever. Para ela, a eutanásia é uma questão de livre arbítrio igual a doar órgãos, ter filhos ou dirigir um carro. Na Espanha, a ativista foi uma das principais líderes do movimento que conseguiu a legalização da eutanásia passiva, que permite ao doente optar por não continuar o tratamento sem que o médico seja judicialmente acusado de negligência.
Por Érica Montenegro (http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_63707.shtml)
Eutanásia: Definição
Vem do grego que significa algo como "boa morte". A idéia básica é que por meio da ação ou omissão no tratamento de uma pessoa doente ou incapacitada permita-se que ela chegue à morte de uma forma considerada digna, tendo-se em perspectiva a redução de seu sofrimento em vida, como pregou o filósofo Francis Bacon em sua obra, ao cunhar o termo eutanásia no século XVII.
Pra ler mais sobre o assunto: http://www.universia.com.br/html/materia/materia_ggef.html
Reflexão:
O filme relata o drama de uma pessoa tetraplégica que aprendeu a chorar rindo, que ao passar mais de 26 anos praticamente inerte abre um processo na justiça para conseguir um aval para que morrer com dignidade, já que não pode cometer suicídio e precisa da ajuda de alguém para morrer, o que seria considerado crime.
Ele morreu ao 28 anos, 4 meses e alguns dias ao tomar 200 mg de Cianureto de Potássio e deixando bem claro para as pessoas que estava em perfeita faculdade mental e que não agia por medo de morrer e, essa era a melhor forma para se ver livre, uma vez que ele via a cadeira de rodas como sendo migalhas de liberdade e, vida sem liberdade não era vida. Denfendia que viver é um direito e não uma obrigação, como no caso dele em que os familiares mantinha-o vivo por achar que ele não deveria morrer.
Para ajudar alguém a morrer tem que ter coragem e enfrentar muitos obstáculos morais, mas se a pessoa, nessas condições, realmente quer morrer não seria justo acatar sua decisão? Não deixa de ser um direito do ser humano escolher a hora a morte, a questão é como e quando. A morte faz parte do ciclo de vida de qualquer ser vivo e, idependente de cor, credo e classe social. O que nós, seres humanos, podemos interferir nesse ciclo é no tempo, prolongando a vida de algum paciente terminal com o tratamento adequado e minimizando a dor...
É um tema bem complexo que gera muitas perguntas sem respostas, mas que serve de reflexão para as pessoas. Não vou me estender mais ao tema senão acabo falando de religião e não quero. Pois o meu ponto de vista é um, mas cada um tem o seu e devemos respeitar.