Unwritten

Escrever, escrever e escrever....
Deixar as palavras formarem frases, parágrafos e textos... Contar notícias, tragédias, cartas de amor, cartas de saudades, de alegria, mensagens de reflexão.Buscar em coisas escritas aquilo que não se encontra ao escutar.Achar no meio de um livro antigo uma rosa seca e, ao ver, recordar o passado.
Desligar-se do mundo ao ler um livro, entrar na história e ser o narrador observador.E por alguns instantes esquecer de tudo.

Eu escrevo por hábito, por gosto, porque quando escrevo esqueço do mundo ao meu redor, as palavras chegam na minha mente e eu simplesmente as escrevo.Podem não ter significado pra você, mas para mim, sempre tem.

Nossas vidas são como livros, a cada dia uma nova página é escrita.

15 janeiro, 2007

Auto-retrospectiva 2006


Muitas coisas aconteceram em 2006, quase nem todas boas. Comecei o ano mal e com vários planos frustrados com o tempo.
Concluí o ensino médio, mas não estudei pra fazer vestibular, pois na última hora desisti do curso em que sonhava há anos. O mercado não esta nem um pouco promissor... Pensei em fazer Design digital, mas o curso só tem na Anhembi Morumbi e eu não tenho condições de pagar quase novecentos reais por mês. Agora quero tentar a Unesp com o campus em Assis, vou prestar Biotecnologia. Sempre gostei de biologia e química, genética é muito legal também e é uma área em expansão.
Bem, posso dizer que as coisas em casa só começaram a melhorar em junho, pois foi quando meu pai conseguiu de volta o emprego. Acho também que fui menos briguenta em casa, menos rebelde. Mas confesso que tenho um gênio muuuuito forte e quando quero uma coisa vou até o fim e só mudo minha opinião quando me mostram que estou errada, talvez esses sejam meus piores defeitos. Mas olhando pra trás vejo que mudei muito. Amadureci. Vejo o mundo com outros olhos...
Por outro lado voltei a ter crises de depressão,principalmente no final do ano. Eu chamo na verdade de síndrome de solidão, não posso me sentir sozinha sabe, sem ter alguém pra me escutar. Meus amigos estão distantes por N motivos, às vezes saíamos ou se falávamos por telefone, mas não é a mesma coisa.
Voltei a me fechar em minha casca de noz, como dizia minha psicóloga. Fiz quase um ano de terapia (mas isso foi há uns três anos) e tive que interromper o tratamento por razões financeiras. Não recebi alta e acho que isso me prejudicou um pouco, mas com a terapia aprendi muitas coisas, o mais importante pra mim foi que eu tinha alguém que me escutava sem me criticar e apontava meus erros, assim aos poucos fui me concertando psicologicamente, vamos dizer assim. Hehehe
Uma coisa das coisas que aprendi com a terapia que eu vou seguir pelo resto da vida é não remoer o passado. Não tem lógica relembrar coisas ruins pra ficar se lamentando ou pondo a culpa em alguém pelo aconteceu. Não guardo mais as coisas que penso, agora eu falo, pode não ser na hora, mas sempre falo.
Em 2006 desencanei na verdade de muitas coisas, uma delas é que aprendi a não tomar as dores dos meus pais, quem tem que resolver os problemas deles são eles mesmos. Em relação a minha mãe, as coisas até que fluíram bem durante o ano, algumas brigas claro, mas acho que fizemos algum progresso. Nossa relação sempre foi muito frágil e complicadíssima, mas isso é uma lonnnnga história que, talvez, eu conte outro dia.
Não carrego mais o mundo nas costas. Chega! Vivi muitos anos carregando uma cruz que não é minha. Parei para cuidar mais de mim. Mas acho que joguei pedra na cruz, porque mesmo desencanando de algumas coisas ainda sinto que é muita coisa pra uma pessoa só enfrentar. E pior, já passei por situações semelhantes e não gostei nada de ter que revive-las ano passado.
Enfim, ninguém é dono do próprio destino, o máximo que fazemos são escolhas que desencadeiam conseqüências.


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